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quinta-feira, outubro 19, 2006

Sou tantas personas em um só corpo, que por vezes me olho no espelho e não me reconheço.
Já chorei de medo de mim mesma, por quantas vezes me acalentei, sufoquei meus gritos, não me permiti chorar, fugi dos que me amavam.
Tenho medo de todos, mas não temo ninguém mais do que temo a mim. Sou imprevisível, laica, absurda.
Sou um corpo que morre todo dia, para acordar bem noutro dia. Mas não me satisfaço com os amanhãs, uma voz quase inexistente grita lá do fundo, anime-se, enquanto muitas vozes fortes e ruidosas riem-se, desdenhando dela.
Por isso nem tente definir o que sou, se sou triste, se sou desesperada, se sou completa e verdadeiramente lúcida.
Nem eu sei de mim.
Sou a mistura de todas as minhas verdades, com todas as minhas mentiras, vícios e fraquezas.


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Convido você leitor, para que visite meu blog:
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6 comentários:

Viviane Lacerda disse...

Ñão tento me entender, tudo já é tão complicado!

Anônimo disse...

As mulheres são como os moluscos que ficam grudados na rocha, filtrando as impurezas do mar.
Muito bom!

Anônimo disse...

Nem sempre se é, as vezes se está!

Beijos!

Claudio Eugenio Luz disse...

Fernando pessoa se multiplicava para abarcar todas as suas personas.Somos vários em um.

hábeijos

Monica disse...

Às vezes não conseguimos entender nós mesmos, e é bem aí que outras pessoas tentam fazê-lo.
Te achei por aí, volto aqui mais vezes..
;**

Mão Branca disse...

Hei, isso aqui tá legal.