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terça-feira, dezembro 19, 2006


Hoje vejo que escrevi muitas cartas para que me lesse, para entendesse cada vírgula, cada reticência, toda a interrogação. Desenhei céus azuis pintados em aquarelas para te presentear e fiz doces poemas de clamor para acreditar.
Leu-me sem segredo, mostrei-me sem medo, mas percebo que quanto mais dizia de mim, mais eu queria saber para poder te contar e me perdi em meus pontos finais e em meus silêncios de ignorância.
Como um livro folheado, encardido, amarelado, fui deixada de lado para que conhecesse outros mundos.
Minhas cartas existencialistas tomaram o vento em busca do esquecimento pálido e profundo e findaram-se numa gaveta qualquer.
Conheceu os infinitos horizontes, enquanto eu tinha a escuridão e o abandono. Mas já entendo que não importa como termine, nem com quem está agora. Seremos sempre eu e você. Sem rodeios, sem meias palavras, sem solto nó, sem notas desafinadas.
Minhas palavras antigas já não têm tanta força, nem o mesmo entusiasmo de outrora, mas também não me afetam mais.




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Um comentário:

Mão Branca disse...

Adorei as fotos, Larissa.